Capítulo 73
HENRIQUE
- Já estás mais calma?
- Nunca estive nervosa... - disse ela revirando os olhos.
- Deixa de ser parva e tapa lá os olhos!
- Para quê!? - A Alice continua em pé em frente à porta com os braços cruzados. Gosto que ela tenha ciúmes, é sinal de que me ama, mas, ao mesmo tempo, ela consegue ser a pessoa mais irritante quando está assim.
- Se calhar vou comer-te...
- Olha pode ser que a tua priminha não se importe que a comas...
Fechei os olhos por segundos e sorri, esta rapariga é doida e eu não consigo deixar de me rir com o que ela acabou de dizer.
- Estás a rir-te!?
- Tu és completamente louca! - exclamei enquanto me ria à gargalhada, já sentado na cama.
- Olha Henrique eu não estou para aturar isto, vou-me embora!
- Deixa de ser parva e anda aqui!
- Já é a segunda vez que me chamas isso e olha que eu não gostei nada!
Levantei-me e aproximei-me dela lentamente, sei que ela está perdida pelos ciúmes e que detesta quando eu me armo em bom, mas dá-me um gozo enorme vê-la assim. A Alice já tinha tido ciúmes antes, da Vitória e da Inês, mas desta vez parece diferente, parece que agora quer marcar qualquer tipo de posição perante a desmiolada da Anica.
- Então diz-me lá do que é que tu gostas que eu te faça! Gostas disto? - perguntei deixando-lhe um beijo molhado no pescoço. - E disto? - de seguida beijei-lhe o lóbulo. - E disto gostas!? - indaguei com um sorriso provocador beijando-a apaixonadamente. Adoro provocá-la e sentir que está completamente à minha mercê sempre que passo os meus lábios pelo seu pescoço, gosto da sensação de a poder agarrar e beijar sempre que quero, principalmente nestes momentos. Tenho de lhe provar que ela é minha e só minha e eu sou dela.
Peguei nela ao colo e coloquei-a em cima da minha secretária, atirando tudo o que lá estava em cima para o chão.
- O que estás a fazer!? - perguntou-me ela ofegante no meio de um beijo.
- Eu estou a provar-te que te amo, estou a provar-te que só te quero a ti!
Abri-lhe as pernas com o joelho e coloquei-me no meio delas, sinto o corpo da Alice oscilar rapidamente e é mesmo isso que tenciono. Agarrei no seu cabelo colocando-o todo para um lado, e posicionei a outra mão na sua coxa. Eu quero-a, preciso dela, preciso disto. A Alice enrolou as suas pernas à volta da minha cintura e começou a tirar-me a T-shirt branca que vesti ainda agora, fiz o mesmo com quase toda a sua roupa e, num instante, estávamos ambos seminus. Corri o estore rapidamente, não quero correr o risco de ser visto por alguém do lado de fora, não quero que ninguém a veja. O quarto ficou escuro rapidamente e, voltando à minha posição anterior, retirei o seu sutiã para finalmente poder tocar-lhe.
- Eu amo-te sabias! - exclamava eu na escuridão.
- Eu também te amo! - respondia ela no meio de fortes arfadas de ar.
- És minha!
- Tua!
Assim que retiramos a restante roupa deitei-a na secretária lentamente, quero proporcionar-lhe novas experiências, coisas de que ela nunca se vai esquecer.
- Vou trancar a porta e não quero que te mexas... nem um centímetro!
- Eu não me mexo!
Para além de trancar a porta, dirigi-me ao camiseiro onde tenho guardada a roupa interior juntamente com mais algumas coisas que não quero que sejam vistas por todos, de lá, retirei um venda e voltei para junto da minha namorada, que fez exatamente o que lhe pedi.
- Vou vendar-te está bem!?
- Porquê!?
- Confias em mim!?
- Confio!
Depois de lhe colocar o pano preto em volta do olhos beijei-a, não a quero assustar, mas sim que ela goste do que vai acontecer aqui. As ancas da Alice elevam-se a cada toque que eu deixo no seu corpo, corro os meus lábios pelo seu queixo deixando-os percorrer um pouco mais abaixo chegando assim aos seus seios, toco-lhes suavemente com as mãos e vou lambendo os seus mamilos de forma a enlouquecê-la. Gemidos saem da sua boca e eu não me importo em interrompê-los, quero que a Anica oiça o quão bem eu posso fazer a Alice sentir-se.
Depois de percorrer todo o seu corpo com beijos decido aprofundar um pouco mais a situação e coloco-me na extremidade da secretária puxando as suas pernas para mais próximo de mim, sei que está completamente excitada, sinto-o na sua respiração, mas isto ainda não me chega, quero mais. Agarro as suas coxas e coloco me no meio das suas pernas deixando que ela descubra as maravilhas que consigo fazer com a minha língua. A silhueta da Alice contorce-se em cima da secretária enquanto gemidos altíssimos são lançados para o exterior. Esta mulher é fogo, ela incendiou a minha alma e eu nunca pensei adorar viver rodeado por labaredas.
Os seus lábios gritavam pelo meu nome e eu tenho a certeza de que ela está quase a atingir o clímax, mas não é desta maneira que eu tenciono dar-lhe o completo prazer. Peguei-a ao colo e coloquei-a suavemente em cima da minha cama, o lençol gelado faz com que ela estremeça e se encolha um pouco.
- Eu quero ver-te! - exclamou ela. O seu tom parecia como que um suplico, ao qual eu vou atender prontamente.
Retirei-lhe a venda e beijei-a de imediato, quero sentir-me dentro dela, sentir o seu corpo colado em volta do meu, quero que ela arranhe as minhas costas, como fez da última vez, e que me puxe os cabelos. Deito-me em cima dela e consigo sentir o seu coração acelerado, as suas mãos abraçam as minhas costas e o seu quadril aproxima-se de mim, ela deseja-me, deseja todo o prazer que sabe que só eu lhe consigo dar.
- E agora já percebeste!? - perguntei sussurrando no seu ouvido.
- Percebi o quê!?
- Que eu sou completamente louco por ti!
Não obtive resposta direta, mas, mal disse aquilo, as pernas da Alice forçaram a minha cintura a descer e a juntar-me inteiramente a ela.
- Eu quero-te agora! - afirmou ela.
Retirei rapidamente o preservativo da gaveta da mesa de cabeceira e olhei fixamente para ela, gosto que seja ela a colocar-me, quero que o faça. Assim que a Alice se apercebeu da situação sorriu e, ainda que um pouco envergonhada, rasgou a embalagem retirando o disco de látex do seu interior e colocou-o à volta do meu comprimento. Ela não tem noção do que me faz sentir, não tem noção que com apenas um estalar de dedos ela me tem nas mãos, ou no meio das suas pernas, basta ela querer.
Peguei nela novamente e coloquei-a em cima de mim, basta apenas um movimento dela e tenho-a por completo, assim como ela me tem a mim. A Alice morde o lábio e isso leva-me à loucura, o seu rosto de menina inocente enquanto me olha fixamente só me dá ainda mais vontade de a agarrar e fazer amor com ela até que ambos já não aguentemos mais. Ela agarra o meu comprimento e olha para ele, gosto quando me observa e parece gostar do que vê, de seguida, arqueia um pouco as costas e coloca o cabelo atrás da orelha. Parece que faz de propósito para me deixar neste estado, mas eu não me importo, o seu corpo é perfeito e cada pedaço de si deixa-me completamente excitado. A Alice olha para os meus olhos fixamente, puxa-me o cabelo de forma a colocar a sua boca perto do meu pescoço e planta beijos molhados nele fazendo com que o meu controlo cesse.
Coloco as minhas mãos à volta da sua cintura e elevo o meu corpo para dentro do seu fazendo com que ela caia sobre mim. Não posso apressar-me nem ser bruto, não a quero magoar. Enquanto ela se mexe lentamente, eu passo os meus olhos por si e nunca deixo de me sentir um sortudo depois de observar a mulher que tenho sentada no meu colo.
- És linda! - exclamei enquanto ela gemia agarrada ao meu pescoço. - Anda bebé, grita, grita bem alto para todos ouvirem o que só eu te faço! Diz que és só minha!
- Eu... sou... só tua! - soluçava enquanto o orgasmo tomava conta de si.
O meu não tardou a chegar e assim que ela saiu de cima de mim senti que me faltava alguma coisa.
- Eu amo-te! - repetia incessantemente contra o seu cabelo húmido por conta do suor.
- Eu também te amo! - respondia ela agarrada a mim. O seu dedo indicador percorria o meu peito ao mesmo tempo que eu lhe fazia festas no cabelo.
Ainda nus e deitados na cama ouvimos a porta da entrada bater, a Alice levantou-se de imediato e começou a vestir-se.
- Henrique veste-te!
- Tem calma princesa, deve ter sido o meu pai ... nem sei que horas são.
- Eish a Inês! Eu tenho de ir embora, ela deve estar à minha espera para almoçar e o Vasco estava lá, a Rosa vai matar-me por ter saído de casa sem avisar ... - enquanto ela andava freneticamente de um lado para o outro do quarto eu mantive-me sentado na cama a observar e a rir-me da situação.
- Para de te rir!
- Então para de andar feita barata tonta pelo meu quarto!
- Então vem vestir-te e eu paro!
- És mesmo teimosa! - repliquei revirando os olhos.
- E tu és um convencido do pior!
Paramos de falar por um instante e olhamos um para o outro, esta situação foi sem sombra de dúvida hilariante e, por conseguinte, começamos os dois a rir-nos de tudo aquilo.
- Vá agora a sério Henrique... vem vestir-te.
Vestimo-nos rapidamente como a Alice pediu e saímos do quarto sem o arrumar, ela ainda tentou, mas eu impedi-a e disse-lhe que depois trataria de o fazer.
Não sei quem entrou, ou se a Anica saiu, mas também não faço tenções de me cruzar com ela tão cedo.
- Já acabaram o espetáculo!? - perguntou ela da cozinha. Pelos vistos parece que vai ser mais cedo do que eu imaginava.
- Sim, por hoje já chega! - refutei eu colocando o meu braço por cima da Alice e olhando para a minha prima.
- Bom para vocês... mas para a próxima querida, faz menos barulho... ele não é assim tão bom na cama! - exclamou ela passando por nós e dirigindo-se ao seu quarto.