Capítulo 69

As mãos do Henrique parecem penas a percorrer o meu corpo, ao contrário das minhas que arranham as suas costas fortemente. As nossas respirações estão ofegantes e eu sei que o momento está prestes a chegar.

Os dedos dele param e são retirados de mim, deixando-me completamente desamparada e à espera de mais. O Henrique deixa um beijo na minha testa e levanta-se da cama, indo em direção à casa de banho.

- Onde vais!? - pergunto confusa.

- Shhh, eu já volto!

Cobri-me com os lençóis molhados da água do banho e esperei por ele. Assim que voltou a entrar no quarto, vinha com um pequeno pacote na mão. Aquilo é mesmo o que eu estou a pensar que é?

O Henrique olhou para mim e voltou a destapar-me.

- Porquê que te tapaste? - sussurrou ele.

- Não sei bem...

- Não quero que te tapes, quero ver-te! Fod...

- Henrique!

- Não, agora eu tenho mesmo de dizer! Foda-se Alice tu és linda! És perfeita! O teu corpo...

- Estás a deixar-me envergonhada... - respondi eu virando-me ficando de barriga para baixo na cama.

- Não voltes a fazer isso! - exclamou ele voltando-me para a posição em que estava. - Tens mesmo a...

- Se me voltas a perguntar isso mais uma vez eu juro que me vou embora!

Os meus pensamentos e previsões de tudo o que vai acontecer estão a matar-me. Sempre pensei que a minha primeira vez seria com o Tiago, no dia da nossa lua de mel. Talvez estivéssemos nas Maldivas ou no Dubai, mas nunca foi algo que costumássemos falar. Nunca falaria de uma coisa destas com ele, a sua imaturidade para este tipo de assuntos assusta-me. Mas o Henrique é diferente, ele é mais maduro, faz-me sentir de uma maneira diferente, sempre que estou com ele não me sinto uma criança parva e indefesa, sinto-me eu! Sinto-me uma mulher! E cá estamos nós, no meu quarto, deitados na minha cama, como se fossemos um casal e eu não mudaria nem uma virgula.

Já deitado em cima de mim, o meu namorado leva o pacote à boca rasgando-o e retirando de lá de dentro uma coisa redonda feita de látex. Ainda só os tinha visto nas aulas de ciências, pelo menos o interior do pacote, pois o meus colegas de turma faziam questão de andar com vários por estrear nas suas carteiras.

- Tu queres...

- Sim já te disse mil vezes que quero Henrique! - exclamei envergonhada.

- Eu ia perguntar se querias meter-mo... ou preferes que seja eu a fazer isso!?

- Ahm... eu... é que eu não sei fazer isso... - a vergonha apodera-se do meu corpo e sinto a minha cara a ficar vermelha.

- Eu ensino-te! - Ele deitou-se a meu lado e pediu-me para me sentar em cima das suas pernas. - Pega aqui. - disse enquanto me dava o preservativo para as mãos. É estranho, escorregadio e viscoso. O Henrique explica-me que tenho de segurá-lo pela ponta e colocá-lo em cima do seu órgão.

- E agora? - perguntei a tremer.

- Agora dá-me a tua mão... vamos fazer isto juntos okay!?

- Sim!

Assim que pegou nas minhas mãos, colocou-as à volta de toda a sua extensão e, olhando-me fixamente, deslizou-as até ao fundo. Os seus olhos azuis estavam esbugalhados e as suas mãos agarraram as minhas ancas com força.

Sorrimos um para o outro e eu fiquei imóvel à espera de que ele me explicasse o próximo passo.

- Estás nervosa?

Assenti afirmativamente com a cabeça e baixei o olhar. Nunca me senti assim, sinto uma sensação estranha lá em baixo, mas é algo bom, diferente, mas bom.

Voltei a deitar-me na cama e ele ficou por cima de mim novamente.

- Eu também estou! - segredou ele.

Beijei-o novamente e agarrei-me às suas costas pedindo por contacto, quero senti-o. Ele abriu as minhas pernas com o joelho e deitou-se em cima de mim.

- Vamos com calma okay?

- Sim, respondi baixinho enquanto o beijava.

- Vai doer-te um pouco, por isso, se quiseres que eu pare avisa-me logo!

Assenti novamente com a cabeça e olhei-o nos olhos. Já me tinham dito que perder a virgindade doía, mas nunca foi alguém próximo, por isso, não sabia se era realmente verdade. Nunca cheguei a falar com a minha irmã sobre isso, penso que a vergonha falou mais alto.

Sinto o preservativo tocar na minha pele, arrepia-me, mas é uma boa sensação. Estou preparada.

Segundos depois ele pressiona-se em mim, é estranho, mas não foi tão doloroso como pensei que seria. Ele deixava o meu pescoço e apalpava os meus seios. De repente, ele coloca a sua mão na minha cocha e levanta-a de forma a que fique rodeado por mim.

- Estás bem? Posso mexer-me? - perguntou ele no meu pescoço.

- Sim! - exclamei ofegante. Não posso dizer que não dói, pois estria a mentir, mas é algo completamente suportável, é uma dor diferente.

O Henrique beija todo o meu corpo enquanto se move dentro de mim e eu, sem saber muito bem o que fazer, acabo por agarrar os seus braços e o seu cabelo.

- Eu amo-te Alice! - dizia ele.

O seu corpo transmite-me segurança, sinto-me completa. Ele tomou o meu corpo e eu deixei-me levar, sou dele, e nunca mais quero deixar de sentir esta sensação, esta vontade que tenho de o beijar, agarrar e fazê-lo sentir-se bem. Ele é meu e eu sou dele, somos duas almas completas.

HENRIQUE

Consigo ouvir a Alice gemer sempre que a penetro com mais força, tenho medo de a estar a magoar, mas não consigo parar. O corpo dela está quente e as suas bochechas vermelhas, fica tão perfeita assim, perfeita para mim.

Não há ninguém no mundo que a faça sentir como eu faço, agora já sei do que ela gosta, já sei como fazer com que se venha em minutos se quisesse... ela é minha e eu sou dela.

- Amor eu vou-me vir está bem? - perguntei ao seu ouvido. Já não me consigo aguentar mais.

Ela acenou afirmativamente com a cabeça e olhou para mim.

- Eu amo-te! - disse ela baixinho.

Sorri e deixei-lhe um beijo na testa enquanto o meu corpo começava a tremer.

- Oh meu Deus! Eu amo-te... eu amo-te tanto Alice! - enchi o preservativo e deitei-me em cima dela. Sinto a sua respiração ainda ofegante no meu peito. Quero falar mas não sei o que dizer, talvez o silencio seja melhor por agora.

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